13 Tendências de Marketing que Devem Marcar o Super Bowl LX

O Super Bowl LX continua sendo o maior palco da publicidade global — um evento onde marcas disputam atenção em escala massiva. Mas, com consumidores cada vez mais conectados a múltiplas telas e com atenção fragmentada, a pergunta é: o que realmente vai se destacar em 2026?

Para ficar à frente, marcas e agências estão redefinindo estratégias e explorando tendências que vão muito além do tradicional comercial de 30 segundos.


1. O Retorno às Grandes Ideias e Narrativas Fortes

Embora experimentações criativas e recursos tecnológicos chamem atenção, cresce a expectativa de um retorno às grandes histórias bem contadas. Narrativas com profundidade emocional, humor inteligente e construção estratégica tendem a gerar maior memorização e conexão com o público.

No maior evento publicitário do mundo, ideia forte ainda vence execução vazia.


2. A Força da Nostalgia Continua

A nostalgia permanece como um gatilho poderoso. Em momentos de incerteza social e excesso de informação, referências ao passado criam conexão instantânea.

Campanhas que resgatam memórias afetivas conseguem furar a bolha da distração e gerar identificação rápida com diferentes gerações.


3. Inteligência Artificial com Propósito (e Não Apenas Como Efeito)

O Super Bowl LX pode consolidar a presença da IA na publicidade de massa. No entanto, a tendência não é apenas “usar IA”, mas sim utilizá-la de forma estratégica e coerente com a mensagem da marca.

A tecnologia precisa servir à narrativa — não substituí-la.


4. O Humano Como Diferencial Competitivo

Enquanto algumas campanhas exploram estética digital e recursos automatizados, outras podem se destacar justamente pelo contrário: autenticidade, imperfeição e emoção genuína.

Em um ambiente cada vez mais sintético, o toque humano pode ser o maior diferencial criativo.


5. Estratégias Multiplataforma São Obrigatórias

Hoje, grande parte do público assiste ao Super Bowl com o celular na mão. Isso significa que o impacto da campanha não está restrito à TV.

As marcas precisam pensar em:

  • Pré-lançamentos estratégicos
  • Conteúdos exclusivos para redes sociais
  • Amplificação em tempo real
  • Desdobramentos pós-evento

O comercial de 30 segundos é apenas o ponto de partida.


6. Música e Identidade Sonora Como Estratégia

Trilhas sonoras conhecidas continuam sendo apostas fortes, mas cresce a tendência de marcas investirem em identidades sonoras próprias.

O branding sonoro aumenta reconhecimento e fortalece a lembrança da marca em diferentes pontos de contato.


7. Celebridades Ainda Funcionam — Com Critério

Celebridades continuam sendo recurso recorrente, mas o mercado está mais criterioso. A presença de um famoso precisa agregar significado à narrativa.

Quando a celebridade supera a marca, a campanha perde força estratégica.


8. Simplicidade Pode Ser a Estratégia Mais Inteligente

Em um ambiente saturado de estímulos, ideias simples e claras tendem a gerar maior impacto.

O Super Bowl não é apenas vitrine de orçamento alto — é teste de criatividade real.


9. Medição em Tempo Real e Reação Estratégica

A análise de dados durante o evento permite ajustes rápidos na amplificação das campanhas.

Monitoramento de sentimento, engajamento e repercussão social passa a fazer parte da estratégia criativa — não apenas da mídia.


10. Relevância Cultural Como Objetivo Central

O Super Bowl deixou de ser apenas um evento esportivo. Ele é um fenômeno cultural.

Campanhas que dialogam com temas sociais, comportamentais e culturais tendem a gerar repercussão além do intervalo comercial.


11. A Reação do Público Também É Conteúdo

Memes, comentários e discussões nas redes sociais fazem parte do ciclo da campanha.

Marcas que planejam possíveis reações e criam estrutura para interagir em tempo real conseguem prolongar a vida útil da ação.


12. Consistência Estratégica no Longo Prazo

As campanhas mais bem-sucedidas não começam nem terminam no dia do jogo.

Elas fazem parte de uma estratégia maior, integrada ao posicionamento e aos valores da marca.


13. Criatividade Que Transcende o Formato Tradicional

O Super Bowl continua sendo laboratório de inovação publicitária. Mas o desafio atual é criar algo que realmente agregue valor cultural — seja por humor, emoção, surpresa ou relevância social.

A publicidade que apenas aparece é esquecida.
A publicidade que provoca conversa permanece.


O Impacto do Custo Bilionário e o Desafio do ROI

O investimento em um espaço publicitário no Super Bowl ultrapassa facilmente a casa dos milhões de dólares. Isso eleva o nível de responsabilidade estratégica. Não se trata apenas de criar um filme impactante — é necessário justificar o investimento com:

  • Construção de marca no longo prazo
  • Crescimento de awareness mensurável
  • Engajamento digital consistente
  • Conversão indireta via fortalecimento de posicionamento

Cada segundo veiculado precisa estar conectado a um objetivo claro de marketing. Marcas que enxergam o Super Bowl apenas como visibilidade isolada tendem a desperdiçar potencial.


A Evolução do Formato: Do Comercial ao Ecossistema de Conteúdo

Historicamente, o comercial de 30 segundos era o centro da estratégia. Hoje, ele funciona como um “hub” dentro de um ecossistema maior de conteúdo.

Estratégias modernas incluem:

  • Teasers semanas antes do evento
  • Versões estendidas do filme em plataformas digitais
  • Bastidores e conteúdos interativos
  • Ativações com influenciadores
  • Experiências imersivas em realidade aumentada

O que antes era uma peça única agora se transforma em uma campanha integrada, com múltiplos pontos de contato.


Streaming e Mudança no Consumo de Mídia

A fragmentação da audiência impacta diretamente a lógica de mídia. Com mais espectadores consumindo o jogo via streaming, surgem novas possibilidades:

  • Segmentação mais refinada
  • Inserções dinâmicas
  • Personalização regional
  • Análise detalhada de comportamento

Isso aproxima o Super Bowl de estratégias digitais baseadas em dados, reduzindo a dependência exclusiva da TV linear.


Marcas Desafiantes vs. Marcas Consolidadas

Existe uma diferença estratégica entre grandes marcas já estabelecidas e marcas desafiantes que buscam crescimento.

  • Marcas consolidadas focam em reforço de posicionamento e consistência.
  • Marcas desafiantes utilizam o evento para gerar ruptura, chamar atenção e acelerar reconhecimento.

Para as desafiantes, ousadia pode ser vantagem competitiva. Para as consolidadas, coerência e solidez são fundamentais.


Inclusão, Diversidade e Representatividade

Outro ponto que deve ganhar ainda mais relevância é a representatividade nas campanhas. O público atual espera que marcas reflitam a diversidade real da sociedade.

No entanto, representatividade precisa ser genuína. Campanhas que exploram causas apenas como estratégia superficial podem sofrer rejeição imediata nas redes sociais.

A coerência entre discurso e prática corporativa se tornou indispensável.


A Cultura do Meme e a Velocidade da Internet

Hoje, o ciclo de vida de uma campanha pode ser medido em minutos.

Uma boa ideia pode virar tendência global rapidamente.
Uma falha pode se transformar em crise instantânea.

Por isso, equipes de marketing precisam estar preparadas com:

  • Monitoramento em tempo real
  • Protocolos de resposta rápida
  • Estratégia clara de gerenciamento de reputação

No ambiente digital, improviso sem planejamento pode custar caro.


Dados, Criatividade e Performance: O Novo Equilíbrio

Durante muito tempo, existiu uma tensão entre criatividade e performance. O Super Bowl LX reforça que essa divisão está cada vez menos relevante.

Campanhas mais eficientes combinam:

  • Insight criativo forte
  • Dados comportamentais
  • Planejamento de mídia estratégico
  • Tecnologia para amplificação

Criatividade sem estratégia perde impacto. Estratégia sem criatividade perde memorabilidade.


O Papel da Experiência na Construção de Marca

Mais do que vender produtos, campanhas no Super Bowl vendem experiências simbólicas.

As marcas que se destacam são aquelas que:

  • Criam momentos emocionais compartilháveis
  • Geram identificação cultural
  • Estimulam conversa social
  • Transformam publicidade em entretenimento

O público não quer apenas assistir — quer participar da conversa.


O Super Bowl Como Laboratório de Tendências

Historicamente, o que acontece no Super Bowl antecipa movimentos maiores da indústria publicitária.

Se IA, interatividade e integração multiplataforma se consolidarem nesta edição, é provável que essas abordagens se tornem padrão em grandes eventos globais nos próximos anos.

O evento funciona como vitrine e teste de estresse para novas linguagens de comunicação.


Considerações Finais

O Super Bowl LX deve reforçar uma transformação já em curso: publicidade não é mais apenas interrupção — é experiência cultural integrada.

Marcas que compreenderem:

  • O valor da narrativa humana
  • A importância da tecnologia com propósito
  • A força da estratégia multiplataforma
  • A necessidade de autenticidade

terão maior probabilidade de construir campanhas memoráveis.

No fim das contas, o maior palco da publicidade continua exigindo o que sempre exigiu: ideias relevantes, execução estratégica e coragem criativa.