“Uma jornada de marca”: Como a economia dos criadores marcou presença no Super Bowl deste ano

O Super Bowl deste ano foi mais do que um espetáculo esportivo e publicitário: ele se consolidou como um grande palco para a economia dos criadores. As ativações presenciais das marcas transformaram o evento em um verdadeiro hub de networking, produção de conteúdo e ampliação de visibilidade para influenciadores e criadores digitais.

O Super Bowl como catalisador da economia dos criadores

Profissionais do mercado apontam que houve um aumento significativo no número de marcas realizando ativações presenciais em comparação com anos anteriores. Esse movimento reforça uma tendência clara: o Super Bowl não é mais apenas sobre comerciais de 30 segundos, mas sobre experiências integradas e estratégias multiplataforma.

Um fator que contribuiu para essa expansão foi o calendário do evento, que ampliou a chamada “semana do jogo”, criando mais oportunidades para ações de relacionamento, eventos paralelos e colaborações entre marcas e criadores.

Ativações presenciais e experiências exclusivas

Entre as estratégias adotadas, destacou-se o uso de espaços exclusivos patrocinados por marcas para receber criadores durante o evento. Essas experiências ofereciam acesso privilegiado, networking estratégico e oportunidades de geração de conteúdo em tempo real.

Em muitos casos, essas ações não envolviam pagamento direto, mas ofereciam algo igualmente valioso: exposição, autoridade e associação com um dos maiores eventos culturais do mundo. Para muitos criadores, o ganho em posicionamento e alcance compensava a ausência de cachê imediato.

Esse formato também fortalece o conceito de “conteúdo de marca ao vivo”, em que a experiência presencial se transforma em múltiplos ativos digitais — vídeos, stories, reels, bastidores e conteúdos exclusivos — distribuídos nas redes sociais.

Diversificação de perfis e nichos

Outro ponto interessante foi a ampliação do perfil dos criadores convidados. Não apenas influenciadores ligados ao esporte participaram das ações, mas também criadores de lifestyle, beleza, entretenimento e cultura pop.

Essa diversificação demonstra que o Super Bowl se tornou um momento cultural amplo, capaz de conectar diferentes comunidades e públicos. Criadores aproveitaram o contexto para produzir conteúdos como:

  • Preparação para o evento
  • Bastidores exclusivos
  • Recaps da experiência
  • Cobertura em tempo real

Esse tipo de conteúdo costuma gerar alto engajamento, especialmente quando associado a eventos de grande relevância cultural.

A estratégia das marcas na nova era da publicidade

Para as marcas, integrar criadores em suas estratégias durante o Super Bowl representa uma evolução natural da publicidade tradicional. Em vez de depender exclusivamente do impacto de um único comercial, elas passam a construir narrativas contínuas que começam dias antes do evento e seguem após o jogo.

Essa abordagem amplia o ciclo de vida da campanha e distribui o investimento em múltiplos pontos de contato. O resultado é um ecossistema de conteúdo que combina:

  • Experiência presencial
  • Distribuição orgânica nas redes sociais
  • Amplificação paga
  • Engajamento comunitário

A economia dos criadores, nesse cenário, atua como ponte entre a marca e o público, gerando autenticidade e proximidade.

O que isso significa para o marketing digital

O que ficou claro é que grandes eventos culturais estão se tornando laboratórios estratégicos para o marketing de influência. A presença física de criadores em ativações amplia o potencial narrativo das campanhas e cria oportunidades de conteúdo que vão além do formato publicitário tradicional.

Para empresas e profissionais de marketing, a lição é objetiva: integrar criadores de forma estratégica, planejada e alinhada aos valores da marca pode gerar impacto mais duradouro do que uma ação isolada.

O Super Bowl deste ano reforça que a economia dos criadores não é uma tendência passageira — ela já faz parte da estrutura central das estratégias de comunicação contemporâneas.


Creator Economy e o novo modelo de ativação em grandes eventos

O que se viu neste Super Bowl foi um amadurecimento do marketing de influência. As marcas deixaram de tratar criadores como “amplificadores secundários” e passaram a integrá-los como parte central da estratégia.

Isso muda completamente a lógica de planejamento.

Antes:

  • Comercial na TV
  • Reforço em mídia paga
  • Algumas postagens patrocinadas

Agora:

  • Experiência presencial com creators
  • Produção de conteúdo orgânico em múltiplos formatos
  • Distribuição cruzada em TikTok, Instagram, YouTube e Shorts
  • Reaproveitamento de conteúdo para mídia paga
  • Estratégia de retenção pós-evento

Essa integração cria um efeito de “onda longa” — a campanha não termina no apito final do jogo.

O impacto da autenticidade no ROI

Um dos grandes diferenciais da economia dos criadores é a percepção de autenticidade. Quando um criador compartilha uma experiência real vivida em um evento como o Super Bowl, o conteúdo tende a ser visto como menos publicitário e mais espontâneo.

Isso impacta diretamente métricas como:

  • Taxa de engajamento
  • Tempo de retenção
  • Compartilhamentos
  • Salvamentos
  • Conversas orgânicas

Em termos estratégicos, isso pode representar um ROI mais sustentável no médio prazo, especialmente quando o conteúdo continua circulando após o evento.

O Super Bowl como laboratório de inovação em marketing

Grandes eventos sempre foram vitrines para a publicidade tradicional. No entanto, o que muda agora é o papel da tecnologia na amplificação dessas ações.

Plataformas sociais permitem:

  • Publicação em tempo real
  • Transmissões ao vivo
  • Conteúdo colaborativo
  • Uso de trends e formatos nativos
  • Segmentação inteligente para remarketing

A presença dos criadores potencializa essas possibilidades, pois eles dominam a linguagem das plataformas e sabem transformar experiências em narrativas envolventes.

A profissionalização do mercado de creators

Outro ponto importante é a profissionalização da economia dos criadores. Agências especializadas, contratos estruturados e estratégias de longo prazo mostram que esse mercado está cada vez mais maduro.

Mesmo quando não há pagamento direto em determinadas ativações, muitas dessas parcerias fazem parte de acordos maiores, envolvendo campanhas futuras, lançamentos ou contratos contínuos.

Isso indica que o Super Bowl não é apenas um evento isolado, mas um ponto de conexão dentro de estratégias maiores de branding e performance.

Tendências que ficam para os próximos anos

A presença ampliada da creator economy no Super Bowl aponta para algumas tendências claras:

1. Mais experiências híbridas

Eventos físicos integrados a estratégias digitais completas.

2. Conteúdo antes, durante e depois

A campanha começa semanas antes e continua após o evento.

3. Criadores como mídia proprietária

Influenciadores deixam de ser apenas parceiros e passam a funcionar como canais estratégicos.

4. Mensuração mais sofisticada

Análise de dados integrada entre mídia tradicional e social.

5. Colaborações multiplataforma

Conteúdos adaptados para diferentes redes, explorando o melhor de cada formato.

O que marcas brasileiras podem aprender com isso

Embora o Super Bowl seja um evento norte-americano, as lições são universais. No Brasil, eventos como:

  • Carnaval
  • Rock in Rio
  • Grandes finais esportivas
  • Premiações e festivais culturais

Também podem ser explorados sob essa mesma lógica estratégica.

A integração entre creators, experiências presenciais e conteúdo digital pode ampliar significativamente o impacto das campanhas.


Conclusão

O Super Bowl deste ano deixou evidente que a economia dos criadores não está apenas “presente” — ela está integrada ao centro das estratégias de marketing contemporâneas.

A publicidade evolui do modelo unidirecional para um ecossistema participativo, onde criadores atuam como mediadores culturais entre marcas e audiências.

Para profissionais de marketing, a pergunta deixa de ser “se” devem investir em creators e passa a ser “como” integrar esses talentos de forma estratégica, sustentável e orientada a dados.

O futuro do marketing passa por experiências, tecnologia, dados e, principalmente, pessoas que sabem contar histórias de forma relevante.

E os grandes eventos culturais continuam sendo o palco perfeito para essa transformação.