De Chalamet a Messi: os melhores anúncios estrelados da Copa do Mundo FIFA 2026 até agora

A Copa do Mundo FIFA 2026 já começou a movimentar não apenas o futebol, mas também o mercado publicitário global. Em uma edição histórica, realizada no Canadá, México e Estados Unidos, com 48 seleções e uma escala inédita de atenção internacional, as marcas estão tratando o torneio como um palco de entretenimento tão relevante quanto o próprio jogo.

E a estratégia tem sido clara: reunir grandes nomes do esporte, do cinema e da música para transformar campanhas em acontecimentos culturais.

De filmes cinematográficos com Timothée Chalamet a ativações com Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Kylian Mbappé e Vinícius Júnior, os anúncios desta temporada mostram que a publicidade esportiva está cada vez mais próxima do entretenimento, da nostalgia e da cultura pop.

Adidas aposta em cinema, nostalgia e futebol de rua

Uma das campanhas mais comentadas até agora é Backyard Legends, filme de cinco minutos criado para celebrar a Copa do Mundo FIFA 2026. A peça é liderada por Timothée Chalamet, que aparece como uma espécie de fanático por futebol tentando montar um time dos sonhos para enfrentar uma equipe local invicta há décadas.

O elenco combina nomes de diferentes gerações e universos culturais. Lionel Messi, Bad Bunny, Lamine Yamal, Jude Bellingham, Trinity Rodman, Zinedine Zidane, David Beckham e Alessandro Del Piero aparecem em uma narrativa que mistura futebol de rua, memória afetiva e estética dos anos 1990.

O grande acerto da campanha está em tratar o futebol como imaginação coletiva. Em vez de focar apenas em performance, chuteiras ou uniformes, o filme resgata a sensação de jogar por prazer: no quintal, na quadra, no estacionamento ou em qualquer espaço improvisado.

Essa abordagem aproxima a marca tanto dos fãs tradicionais quanto de uma audiência mais jovem, acostumada a consumir esporte como entretenimento, moda, meme e cultura visual.

LEGO transforma a taça em disputa criativa

Outra campanha que chamou atenção foi Everyone Wants a Piece, da LEGO. A ideia é simples e extremamente poderosa: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Kylian Mbappé e Vinícius Júnior aparecem reunidos em torno de uma mesa, construindo uma versão da taça da Copa do Mundo feita de blocos.

Cada jogador tenta colocar sua própria peça no topo da construção, até que a cena ganha um desfecho mais leve e inclusivo. O protagonismo não fica apenas com os ídolos, mas também com a imaginação de quem brinca, cria e participa.

A força da campanha está no encontro improvável entre grandes nomes do futebol mundial. Ver Messi e Cristiano Ronaldo juntos, ao lado de Mbappé e Vini Jr., gera impacto imediato, especialmente nas redes sociais. Mas o conceito vai além do elenco: ele conecta a lógica da construção com a emoção do futebol.

A mensagem é clara: a Copa também é feita por fãs, crianças, colecionadores e todos que desejam participar desse momento global.

Budweiser aposta na emoção coletiva da torcida

Com Let It Pour, a Budweiser segue por outro caminho: o da emoção do torcedor. A campanha usa o clima de celebração, tensão e catarse da Copa para falar sobre aquilo que transborda durante o torneio — alegria, lágrimas, gritos, expectativa e orgulho nacional.

A presença de Erling Haaland e Jürgen Klopp reforça o apelo esportivo e ajuda a posicionar a campanha entre humor, intensidade e paixão pelo futebol. Em vez de se apoiar apenas na presença de celebridades, a peça tenta capturar o comportamento coletivo da torcida durante uma Copa do Mundo.

É uma estratégia interessante porque dialoga com um ponto essencial do marketing esportivo: grandes torneios não são consumidos apenas como jogos, mas como rituais sociais. As pessoas se reúnem, torcem, sofrem, comemoram e compartilham esses momentos em tempo real.

A Copa como o novo palco global da publicidade

O que une essas campanhas é a tentativa de transformar anúncios em eventos. As marcas não querem apenas aparecer nos intervalos ou nos feeds; elas querem fazer parte da conversa cultural em torno da Copa.

Para isso, apostam em três caminhos principais:

celebridades de alcance global;

narrativas com aparência de curta-metragem;

conteúdos pensados para circular nas redes sociais.

A Copa do Mundo de 2026 também amplia esse movimento por acontecer na América do Norte, região onde a linguagem do espetáculo esportivo já tem forte conexão com publicidade, entretenimento e grandes ativações de marca.

O que essas campanhas ensinam para o marketing

As melhores campanhas da Copa até agora mostram que patrocínio esportivo não pode depender apenas de exposição de marca. O público espera histórias, contexto, emoção e relevância cultural.

A Adidas aposta na nostalgia e no cinema. A LEGO transforma ídolos em uma brincadeira coletiva. A Budweiser explora o sentimento de torcida e celebração.

Em comum, todas entendem que a Copa do Mundo é mais do que um campeonato. É uma plataforma global de atenção, pertencimento e memória.

Para marcas que querem se destacar em grandes eventos, a lição é clara: não basta estar presente. É preciso criar algo que as pessoas queiram assistir, comentar e compartilhar.

Conclusão

A temporada publicitária da Copa do Mundo FIFA 2026 já mostra que os anúncios esportivos estão cada vez mais ambiciosos. Com grandes elencos, linguagem cinematográfica e forte potencial social, as campanhas buscam ocupar o mesmo espaço das grandes produções de entretenimento.

De Timothée Chalamet a Lionel Messi, de LEGO a Budweiser, o que vemos é uma disputa paralela à dos gramados: a corrida das marcas para conquistar a atenção global durante o maior evento do futebol.