Figma Sites: inovação ou exploração?

Como a promessa de criar sites direto do design levanta questionamentos sobre qualidade, código e SEO

Nos últimos anos, ferramentas digitais vêm prometendo algo extremamente sedutor para designers e profissionais de marketing: transformar layouts em sites publicados com poucos cliques, sem depender de desenvolvedores ou de processos técnicos complexos.

A proposta parece revolucionária. Criar, ajustar e publicar tudo dentro do mesmo ambiente de design soa como produtividade máxima. Mas quando analisamos com mais profundidade o que está sendo entregue, surge uma questão importante: estamos diante de uma inovação real ou apenas de uma simplificação que compromete aspectos fundamentais da web?


A promessa da publicação instantânea

A ideia é simples: você desenha uma interface e, sem sair da ferramenta, publica um site funcional. Sem exportações complicadas. Sem integração com plataformas externas. Sem escrever código manualmente.

Para equipes enxutas e profissionais que buscam agilidade, isso parece o cenário ideal. Porém, facilidade excessiva pode esconder limitações estruturais que impactam diretamente desempenho, escalabilidade e resultados orgânicos.


O problema do código gerado automaticamente

Ao analisar o código produzido por soluções que convertem design em site, observa-se um padrão recorrente: estruturas compostas majoritariamente por

e , com classes pouco descritivas e ausência de marcação semântica adequada.

Isso gera consequências relevantes:

1. Acessibilidade comprometida

Tecnologias assistivas dependem de uma estrutura semântica clara — como

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